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Todo turista que vai ao Peru passa, quase que obrigatoriamente por Cusco. Localizada no sudeste do país, no Vale Sagrado dos Incas, a cidade faz parte da rota dos viajantes por ser um dos principais acessos a Machu Picchu, mas e não só por isso: Cusco, no alto de seus seus 3.400m de altitude, tem muito charme.

Vista da Plaza de Armas de Cusco (crédito foto: Correr pelo Mundo)

A igreja La Compañia de Jesús e os lindos jardins da Plaza de Armas (crédito foto: Correr pelo Mundo)

Casinhas de Cusco (crédito foto: Correr pelo Mundo)

Ficamos em Cusco durante dois dias inteiros, com passeios bem despretensiosos, que eram basicamente caminhadas pela cidade, com suas ruas de paralelepípedos. Feirinhas, pequenas praças escondidas, lojinhas de artesanato são facilmente encontradas, principalmente nos arredores da Plaza de Armas, principal ponto de encontro e centrinho de Cusco.

Mas para conhecer o lado não-turístico da cidade, visite o mercado da cidade. Uma ótima oportunidade de começar uma conversa com os locais (que adoram brasileiros).

DICAS PARA SUA VISITA A CUSCO

– A questão da altitude não é fácil. Cada um tem uma reação: a nossa, por exemplo, foi o cansaço frequente, falta de apetite e um pouco de dificuldade para dormir. É comum os hoteis oferecerem chá de coca para seus hospedes – quase sem gosto, vale a pena para encarar o soroche, o mal da altitude. Hoteis também costumam ter oxigênio e as farmácias vendem medicamentos específicos para o soroche.

– Para não sofrer tanto com a altitude, evite grandes caminhadas e atividadades ao chegar — descanse e tome seu tempo para adaptar-se. Evite, também, bebidas alcoólicas.

– Pelas ruas você encontrará muitos locais, especialmente mulheres e crianças, com as tradicionais roupas coloridas, se oferecendo para tirar fotos com você. Negocie o preço antes e sorria para a foto!

A VIAGEM A MACHU PICCHU

Saímos do Brasil com o pacote fechadinho para Machu Picchu. Uma empresa de passeios em Machu Picchu nos buscaria no hotel um pouco antes das 5h e nos acompanharia por todo o dia. Do hotel, seguimos para a estação de Poroy, para pegar o trem Vistadome, o intermediário entre os trens que levam a Águas Calientes. O trem leva quase 3 horas para chegar a Águas Calientes; de lá, pega-se um ônibus que nos leva até a entrada de Machu Picchu.

Para quem gosta de facilidades e entender um pouco da história local, recomendamos fazer um pacote fechadinho saindo do Brasil com sua agência de confiança. As vantagens é que você não precisa se preocupar em comprar passagens de trem, nem de ônibus, e de quebra ainda conhece bastante da história de Machu Picchu com os guias que acompanham o grupo.

A viagem com o Vistadome é muito bacana: o trem tem amplas janelas laterais e janelas no teto, o que dá uma visão linda de todo o percurso, que é longo, mas lindíssimo. Além disso, quem viaja de Vistadome tem direito a lanchinho e cobertor em dias mais frios. Fomos no final do mês de março e o cobertor foi bem útil.

O percurso visto do Vistadome (crédito foto: Correr pelo Mundo)

Mais uma do Vistadome (crédito foto: Correr pelo Mundo)

A sensação de chegar em Machu Picchu é indescritível.

A duração de nossa visita guiada durou cerca de 3h, e é uma verdadeira aula de como os Incas viviam, desde rituais e cerimônias passando pelo sistema de agricultura e organização da sociedade. A visita iniciou por volta das 10h, terminando próximo das 13h. Ao sair de Machu Picchu, toma-se novamente o ônibus a Águas Calientes — o grupo faz uma pausa para almoço e então segue, novamente, de Vistadome, da estação de Águas Calientes para a Estação de Poroy.

DICAS PARA SUA IDA A MACHU PICCHU

– Ao comprar sua entrada para Machu Picchu e para o trem, compre com antecedência, independente se você comprará a visita por conta ou se viajará com agência, para garantir disponibilidade na data que você desejar.

– Além do Vistadome (de preço intermediário), há ainda outras duas opções de trens para Machu Picchu: o Expedition (trem mais simples) e o Hiram Bingham (super sofisticado, da rede Expresso do Oriente). Para detalhes e informações de preços, visite o site da PeruRail.

Interior do Expedition (crédito foto: PeruRail)

Interior do Vistadome, que tem uma apresentação bem bacana na viagem de volta (crédito foto: PeruRail)

Interior do Hiram Bingham: muita sofisticação (crédito foto: PeruRail)

– Não é permitido consumir alimentos dentro de Machu Picchu.

– Para os aventureiros, é possível fazer a Inca Trail, percurso de cerca de 43km. Mais informações sobre a trilha neste guia independente em inglês.

– Não esqueça do protetor solar! Mesmo em dias nublados, devido a grande altitude, o sol pode causar queimaduras fortes. Portanto, não esqueça de proteger-se!

Fonte: Correr pelo Mundo

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